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Muito provavelmente você já escutou alguém dizendo: este vinho é muito amadeirado! Até que ponto existe influência da madeira no vinho? Vamos descobrir isso no artigo de hoje.

Antes de existirem as garrafas de vidro, até os anos 1600, a maioria dos vinhos eram armazenados e vendidos em barris de madeira. Embora hoje não exista mais a necessidade de armazenamento nesses barris, o resultado agradou!

Os barris de carvalho oferecem três grandes contribuições ao vinho:

Adiciona componentes de sabor: incluindo aromas de baunilha, coco e defumado

Permite a entrada lenta de oxigênio durante a produção do vinho: o que confere um sabor mais suave e menos adstringente ao vinho

Promove um ambiente favorável para a fermentação malolática: que deixa o vinho mais “cremoso”.

Ao contrário da cerveja, durante o processo de produção, não é permitida a adição de sabores, como por exemplo coentro, laranja, etc. O barril acaba se tornando a forma de adicionar sabores e complexidade ao vinho.

Assim como no chá, a capacidade de adição de sabores de um barril de carvalho vai diminuindo ao longo dos ciclos de uso. Por isso existem os barris de primeiro uso, segundo uso, terceiro uso, etc.

Existem basicamente duas variedades de carvalho utilizados:

Carvalho americano: ideal para vinhos mais encorpados e estruturados, o carvalho americano permite maior influxo de oxigênio durante o processo de armazenamento.

Carvalho Francês: ideal para vinhos mais leves, confere maior sutileza aos vinhos.

São produzidas, em média, apenas 2 barricas por árvore de carvalho. Além disso, o processo de produção de uma barrica é complexo e trabalhoso. O valor de um barril pode facilmente ultrapassar os U$1.000. Por isso, vinhos que passam muito tempo armazenados em barris, especialmente de primeiro uso, costumam ter valores elevados.

Para aprender mais sobre vinhos na prática, conheça o Curso de Vinhos Del Vino Com Degustação

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